quarta-feira, 27 de maio de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
REFRÃO DAQUELA MÚSICA
Às vezes canto para mim mesmo. Quietinho, só o refrão “daquela” música.
Penso
infinitas vezes que poderia ter dito muitas coisas para você. Seria só paixão
passageira ou algo a mais?
Não importa.
É assim mesmo e continuo a cantar.
Às vezes
penso porque fui tão criança, tão ingênuo, tão humano. Aí continuo a cantar os
intermináveis refrões.
E dá para
deixar de cantar? Acho que não.
Apenas troco
de faixa. Escuto as batidas da música, escuto a batida uniforme da bateria, como
se fosse meu coração.
Às vezes acho
que o coração me escuta. Acho que ele possui consciência, que pode me ouvir, mas
nunca fala a verdade.
O coração
tenta me enganar, dar uma rasteira bem dada em cada música que ouço. Tenta mudar
de faixa sem a minha permissão.
E continuo a
cantar os refrões, bem quietinho, só mexendo os lábios em silêncio. Quase um assovio...
Só penso
aonde estas músicas me levarão.
Às vezes acho
que a música poderá enjoar. Mas isso, jamais...
Às vezes
canto, às vezes escuto, às vezes troco de faixa, às vezes acaba virando o nome
da música.
Acaba ficando sem autor, sem cantor, sem letra, sem alguém que possa escutar.
Está chegando
a hora de párar de cantar, está na hora de compor, está na hora de buscar uma
intérprete.
E às vezes
chega a hora de começar o show...
Alam Key Ioda
26/05/2015
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